The Merge: o uso de código como arte


O trabalho do artista Pak se tornou no mês passado a obra de arte mais cara vendida por um artista vivo. Mas afinal, o que exatamente é The Merge? The Merge nada mais é do que o uso de código como arte.


Pak é um artista experiente que vem trabalhando com arte digital há mais de vinte anos. E toda esta dedicação se manifestou em uma invenção totalmente inovadora. Vendida por US$ 91.806.519, a criptoarte teve 266.434 unidades adquiridas por cerca de 28.000 colecionadores, o que nos faz questionar se seria uma obra de arte ou uma coleção.


The Merge é na verdade um projeto NFT que tem a capacidade de se expandir ao longo do tempo, estreando um mecanismo inovador para o mundo da arte digital, onde os colecionadores que compraram várias unidades de massa durante o período de venda desbloqueavam acesso a um NFT exclusivo que aumenta de tamanho à medida que mais massa é adicionada à coleção.



Para explicar isso ainda mais, The Merge apresenta um mecanismo de escassez integrado que garante que o fornecimento de tokens diminua ao longo do tempo. Como resultado, cada transferência de token mescla com o token na carteira do destinatário, somando o valor em massa e produzindo uma única moeda.


Essa abordagem pioneira destaca a natureza social da coleção de arte e a escassez de mercado, ao mesmo tempo em que explora toda a versatilidade da tecnologia NFT.


O recorde anterior de uma única obra de arte vendida publicamente por um artista vivo era de US$ 91,1 milhões para a escultura de Jeff Koons, Rabbit, em 2019. Já em termos de criptoarte, o recorde anterior pertencia ao artista digital Beeple, que no início de 2021 vendeu Everydays: the First 5.000 days, por cerca de US$ 69,3 milhões em um leilão da Christie’s.

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