NFTs e o meio ambiente

Atualizado: 11 de fev.

O crescimento desenfreado do mercado de criptoarte gera também uma preocupação ambiental. Isso porque os NFTs (e as criptomoedas, com as quais eles são comercializados) utilizam a tecnologia de blockchain. E a tecnologia de blockchain, apesar de extremamente segura e não depender de nenhuma forma de regulamentação para funcionar, não é um processo feito “na nuvem”.


Esses ativos digitais são gerados através da mineração de dados, com a ajuda das máquinas mineradoras. Uma máquina é como se fosse um funcionário procurando ouro e pedras preciosas dentro de uma grande mina. A mina, ou fazenda digital, é um espaço físico que comporta milhares de máquinas que ficam incessantemente resolvendo problemas matemáticos, gerando uma enorme quantidade de calor. Logo, é preciso um poderoso sistema de refrigeração para prevenir danos ao hardware e prover um ambiente minimamente confortável para os trabalhadores das fazendas.


A maior fazenda de Bitcoins da Rússia. (Fonte: Bloomberg.com)

Nos últimos anos, o mercado de criptomoedas tem expandido exponencialmente, e diversas novas moedas virtuais surgiram – estima-se quase 15 mil em circulação, mas as principais, pelo valor de mercado, são Bitcoin, Ethereum e Litecoin.


O gasto anual de energia com a mineração de bitcoins (29 bilhões de KW) já supera o gasto anual de energia de um país como a Irlanda (25 bilhões de KW).


Este consumo excessivo pode causar um grande impacto ambiental, contribuindo para o aumento do aquecimento global quando as fontes de energias usadas para alimentar este processo não são renováveis.


 

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